A VERDADE NÃO SERIA BASTANTE PLAUSÍVEL SE FOSSE FICÇÃO - Richard Bach

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Conta Marçal...



Um ano que começou muito difícil, não conseguimos dar seqüência ao Campeonato da GT, e depois de muita luta acabou por terminar em decorrência de desavenças com um dos patrocinadores. 
Sem opções no Brasil partimos para uma nova experiência na Europa, andaríamos na EURO-RACECAR NASCAR Touring Series.
Um início um pouco turbulento, mas a coisa foi tomando forma e estreamos em Valência. Primeiro contato com o carro, primeira vez, minha , andando em um circuito fora, não me entendia com os mecas por causa da língua, resultado foi um 16o. na primeira prova e um 9o. na segunda prova com direito a o primeiro pódio na Gentleman Trofe em 3o. lugar.
 Voltamos animados, na segunda prova conseguirmos um pódio e estar entre os Top Ten da Geral era uma realização.
 Novamente a Europa para a segunda etapa que aconteceria em Brands Hach, o primeiro de um dos grandes palcos que andaríamos esse ano.
 Sofri com aprendizado, e principalmente com a maldita curva 1, aí veio a maior surpresa até então, momentos antes de sairmos do box começou a chover e fizemos um tempo muito bom, nos garantindo o 4o. lugar na geral e 2o. na Gentleman, tendo logo a minha frente , no segundo posto, meu amigo Paulo Boni Bonifacio, que participará desta etapa e já fazia bonito.
 Estava fazendo uma corrida muito boa , vinha em 5o. da Geral e 1o. da Gentleman quando tomei um bela porrada na traseira me deixando fora da primeira prova de Brands. Na segunda também tomei um toque e caí de 6o. para 11o. mas garantimos um pódio novamente em 3o. na Gentleman.
 Terceira etapa e a mais esperada por mim, Oval de Tours, Perdi o primeiro treino por desentendimentos com seguranças da entrada do pit e no segundo treino fiz um tempo mediano, mas consegui conhecer as manhas do circuito. Fomos para a classificação confiantes e obtivemos o 6o. lugar na geral e 2o. da Gentleman, no final da corrida chegamos em 5o. e 1o. da Gentleman. No domingo com mais conhecimento conseguimos chegar em 3o. da Geral e 1o. novamente da Gentleman, aí já percebia que teríamos possibilidades de brigar pelo título na Gentleman e uma boa classificação geral no campeonato, coisa que achava até então impossível.
 Próxima corrida ocorreu no lendário circuito de Nurburgring.
 Larguei em 11o. e logo já ocupava a 7a. posição e 1o. da Gentleman quando tive um semi-eixo quebrado, coisas de corrida que me deixou muito chateado , pois aquele sonho impossível que por momentos tinha chegado próximo a realidade começavam a se distanciar.
 Largando em último, 24o. do grid, fiz uma das melhores corridas da minha vida, chegando em 7o. e novamente 1o. da Gentleman e posteriormente fui reconhecido pela Nascar como o melhor piloto da Elite 2 naquela prova, recebendo um prêmio que muito me orgulho.
 Voltei a liderar a Gentleman e figurar entre os Top Five do Campeonato, mas as duas últimas provas seriam cruciais pois valeriam o dobro.




 Fomos para Magione, um circuito estreito, onde resolvemos trocar o carro por um mais novo e não nos demos bem, mas garanti novamente dois pódios na Gentleman em 2o. lugar e um Top Five na geral, mas cai para a 6o. posição no quadro geral da elite 2.
 Bom , chegamos a grande final em Le Mans, pra mim o maior palco do automobilismo que eu poderia sonhar em andar.
 Pela primeira vez no ano, em e meu parceiro Victor Guerin , fomos uma semana antes, pois havia sido ultrapassado na classificação da Gentleman e precisaria contar com ótimos resultados para brigar pelo título.
 Primeiro treino oficial, 4o. tempo na Geral e 1o. na Gentleman, comecei a achar que seria possível, mesmo com os 13 pontos abertos pelo Italiano em uma ótima performance no circuito de seu país. 
Ficamos fora do segundo treino em decorrência de um acidente que tive logo no início.
 Fomos para a classificação, novamente um 4o. lugar na geral e 1o. na Gentleman.
 Fiz uma corrida de cabeça, pois sabia que meu adversário tinha se envolvido num acidente e cheguei em 7o. na geral e 1o. na Gentleman.
 Fui para a última corrida podendo chegar até 5 posições atrás do meu concorrente que garantiria o título na Gentleman, e o melhor, tinha assumido a 4a. posição geral do Campeonato.
 Novamente uma corrida pensando no Campeonato, e ele veio, consegui minha 5o. vitória no ano na Categoria Gentleman e mais um 4o. lugar na Geral fechando o ano em 4o. lugar da Elite 2, e campeão da Gentleman.
 Foram 12 corridas no ano, subi no pódio de todas as pistas com 5 vitórias na Gentleman , 2 segundos 2 terceiros. 
Finalizei o campeonato com 4 Top Five e 8 Top 10 da geral.
 Posso dizer que foi um ano dos sonhos, competi com diversos pilotos de grande experiência com diversas corridas em categorias como WTCC, Formula, 24 de Le Mans, dentre outras.




 Quero fazer um agradecimento especial ao meu parceiro Victor Guerin que muito me ajudou esse ano e sem ele não seria possível alcançar esse resultado, também devo um agradecimento ao amigo Rogério Raucci que ajudou em muito que nosso sonho se torna-se realidade, ao apoio da Nexo, em nome de Fabio Porcel. Sei que vou esquecer de muitos e não quero fazer injustiças, mas em nome de todos que torceram pela equipe brasileira deixo o grande abraço através de meus amigos Regina Calderoni , Sergio Rodrigues e Ãndrea Lopes Bragantini
 Foi um ano de muita experiência e luta, difícil pois fiquei longe da família por mais de 50 dias, família está que me deu todo o apoio e carinho. Bom, a emoção não me deixa escrever mais sobre esse tema, mas passei 20 dias sensacionais com minha filha Gabriela Melo que me acompanhou nas corridas de Tours e Nurburgring, que pela distância temporal entre as provas tivemos que ficar na Europa.
 Novamente agradeço meu parceiro Victor pela paciência e ao outros pilotos que passaram pela a equipe como meu grande amigo Cassiano Rodrigues, William Ayer e Alex Fabiano.
 Sei que vou fazer diversas correções neste testo e depois escrever mais um pois vou esquecer de algo.

 Em resumo FOMOS CAMPEÕES


Marçal Melo

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Ford Corcel

Bird Clemente e José Carlos Pace nas 12 Horas de Porto Alegre de 1968 a primeira aparição do Corcel nas pistas.

Lançado em 1968 pela Ford no Brasil o Corcel era um projeto da Renault adquirido junto com a compra da Willys pela montadora americana. Seu motor derivado do Renault tinha o bloco de ferro fundido e cabeçotes de alumínio com comando lateral e oito válvulas, duas por cilindro, 1.300cc e com cerca de 68hp e para os padrões europeus já era um pouco obsoleto.
Outra coisa que se destacava eram as rodas e pneus de aro 13, coisa pouco comum por aqui e que muitos estranhavam.  
Alguns links e textos interessantes...

LINK

 Corcel GT e seu painel.

Corcel II

LINK



Conde


"Quem tem padrinho não morre pagão!", os meus já subiram à muito mas em compensação tenho meus amigos e ganhei do Conde - Luiz Henrique Pankowski - um bela coleção da revista Quatro Rodas e algumas outras. Nas Quatro Rodas o numero um uma preciosidade e a edição em que meu amigo Expedito Marazzi testa o Austin Healey de minha irmã Cida com ela conduzindo o carro na foto da capa. Abaixo algumas fotos que recebi dele correndo na Divisão Um.

Valeu Conde obrigadão, um abração.

Rui Amaral Jr




sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Conta Julio...

Julio vencendo na Super Vê com Piquet em segundo. 

"É um horror, o que aconteceu no Japão.

Isso mostra que tem que ser mudado a gestão da Fórmula 1.

Os profissionais que estão atuando com as principais responsabilidades, já fizeram a sua parte, estão muito velhos e não estão levando a serio as suas responsabilidades.

O Charlie White tem que ser punido, não poderia ter mais nenhum cargo no automobilismo, ele é o único responsável pelo acidente do Jules Bianchi.

Se o Charlie White fosse uma pessoa consciente com a sua responsabilidade e profissional, nada teria acontecido.

É de obrigação do Diretor da Prova em participar fisicamente de todos os exercícios simulados de trabalhos de resgate de um acidente e tem que ser ensaiados todos os tipos de acidentes em cada ponto do circuito.

Um trator não pode entrar num circuito com os carros em movimento de corrida, tem que aguardar o Safety Car a alinhar todos os carros

Todo metido, prepotente, arrogante e agora!!!

Rui,

Tudo bem?

Tem mais uma coisa que eu vi ontem, Charlie White, que deveria ser o Réu, ele é quem vai ser o responsável pela investigação, já virou palhaçada, o assunto é muito sério para conduzirem desta maneira.

O principio de tudo está todo errado. Acho que a FIA não sabe quais são os direitos e responsabilidades de um Diretor de Prova.

O culpado é o Diretor da Prova, pois ele é quem tem a responsabilidade civil durante o evento.

Ele que deixou o trator entrar, pois nesta questão somente o Diretor da prova pode autorizar a entrada do resgate e também o tipo de bandeira que tem que ser mostrada.

O correto é ele ser afastado das suas funções e nem participar da corrida da Rússia, isso seria o certo.

Não estou conseguindo abrir os seus dois links, pode ver o que esta acontecendo!!" 

Julio Caio Azevedo Marques

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Julio ao lado do carro depois da panca no Tarumã.

Pois bem, volto ao tema pois além de autorizar a divulgação o Julio escreveu mais alguma coisa a respeito do acidente e da próxima corrida na Russia. Julio foi o braço de Bernie durante alguns anos na organização dos GPs da Hungria, Portugal e Brasil, trouxe a Moto GP e a primeira corrida de Truck para o Brasil, foi um piloto rápido e competente, parou antes do tempo pois como seu  compadre Nelson poderia ter chegado à F. Um. Somos amigos desde a sala de aula do Colégio Paes Leme quase 50 anos atrás, assino embaixo de cada palavra dele.

Rui Amaral Jr  

Em nossa sala de aula ele aparece ao lado da professora, eu de óculos estou encoberto pelo João e na frente o Panga...







À você Jules.